Comer Vida é mais do que comer saudável. É escolher alimentos que nos nutrem, nos dão prazer e nos ajudam a cuidar de nós.
É comer de forma colorida e variada. É escolher ingredientes de qualidade e garantir que o nosso corpo recebe os nutrientes de que precisa. É olhar para o prato e sentir que estamos a fazer algo de bom por nós.
É, no fundo, comer alimentos.
É privilegiar alimentos que vêm da terra, das árvores e do mar. É descascar mais e desembalar menos. É dar espaço a frutas, legumes, leguminosas, cereais, frutos secos e sementes, entre tantos outros alimentos que a natureza nos oferece.
Uma laranja, por exemplo, é muito mais do que a soma dos seus nutrientes. É água, fibra, vitaminas, minerais e centenas de compostos bioativos que existem naturalmente naquele alimento. É uma estrutura complexa, criada pela natureza para nos alimentar.
Já muitos produtos ultraprocessados são desenvolvidos precisamente para terem uma longa durabilidade. São formulados e processados para resistirem à deterioração e para serem convenientes, saborosos e prontos a consumir.
Comer Vida não significa excluir todos os alimentos processados, nem viver numa alimentação perfeita. Significa aprender a distinguir, fazer escolhas mais conscientes e construir uma alimentação em que os alimentos, e não apenas os produtos alimentares, tenham um lugar central.
Porque a alimentação não deve ser apenas sobre calorias, números ou restrições.
Deve ser sobre vida.
Vida no sentido de nutrir o nosso corpo.
Vida no sentido de ter energia para viver aquilo que gostamos.
Vida no sentido de cuidar da nossa saúde hoje e no futuro.
Vida no sentido de desfrutar de uma refeição, de uma mesa partilhada e do prazer de comer.
Acredito profundamente que a alimentação tem o poder de transformar a nossa vida — contribuindo para mais saúde, mais bem-estar e mais qualidade de vida e, em determinadas circunstâncias, para viver mais anos com mais saúde.
É essa a essência do Comer Vida:
Comer para nutrir.
Comer para cuidar.
Comer para viver.
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